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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Psicologia


Psicologia (do grego Ψυχολογία, transl. psykhologuía, de ψυχή, psykhé, "psique", "alma", "mente" e λόγος, lógos, "palavra", "razão" ou "estudo") "é o estudo do comportamento e dos processos mentais (experiências subjetivas inferidas através do comportamento)".1 O principal foco da psicologia se encontra no indivíduo, em geral humano, mas o estudo do comportamento animal para fins de pesquisa e correlação, na área da psicologia comparada, também desempenha um papel importante. (veja também etologia).
A psicologia científica, tratada neste artigo, não deve confundir-se com a psicologia do senso comum ou psicologia popular que é o conjunto de ideias, crenças e convicções transmitidas culturalmente e que cada indivíduo possui a respeito de como as pessoas funcionam, se comportam, sentem e pensam. A psicologia usa em parte o mesmo vocabulário, que adquire assim significados diversos de acordo com o contexto em que é usado.2 Assim, termos como "personalidade" ou "depressão" têm significados diferentes na linguagem científica e na linguagem vulgar. A própria palavra "psicologia" é muitas vezes usada na linguagem comum como sinônimo de psicoterapia e, como esta, é muitas vezes confundida com a psicanálise ou mesmo aanálise do comportamento.
O termo parapsicologia, ligado ao vocábulo paranormal, não se refere a um conceito ou a uma disciplina da Psicologia; trata-se de um campo de estudo não reconhecido pela comunidade científica.

Introdução
A psicologia é a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais dos indivíduos (psiquismo). Cabe agora definir tais termos:3
  • Dizer que a psicologia é uma ciência significa que ela é regida pelas mesmas leis do método científico as quais regem as outras ciências: ela busca um conhecimento objetivo, baseado em fatos empíricos. Pelo seu objeto de estudo a psicologia desempenha o papel de elo entre as ciências sociais, como a sociologia e a antropologia, as ciências naturais, como a biologia, e áreas científicas mais recentes como as ciências cognitivas e as ciências da saúde.
  • Comportamento é a atividade observável (de forma interna ou externa) dos organismos na sua busca de adaptação ao meio em que vivem.
  • Dizer que o indivíduo é a unidade básica de estudo da psicologia significa dizer que, mesmo ao estudar grupos, o indivíduo permanece o centro de atenção - ao contrário, por exemplo, da sociologia, que estuda a sociedade como um conjunto.
  • Os processos mentais são a maneira como a mente humana funciona - pensar, planejar, tirar conclusões, fantasiar e sonhar. O comportamento humano não pode ser compreendido sem que se compreendam esses processos mentais, já que eles são a sua base.
Como toda a ciência, o fim da psicologia é a descrição, a explicação, a previsão e o controle do desenvolvimento do seu objeto de estudo. Como os processos mentais não podem ser observados mas apenas inferidos, torna-se o comportamento o alvo principal dessa descrição, explicação e previsão (mesmo as novas técnicas visuais da neurociência que permitem visualizar o funcionamento do cérebro não permitem a visualização dos processos mentais,  mas somente de seus correlatos fisiológicos, ou seja, daquilo que acontece no organismo enquanto os processos mentais se desenrolam). Descrever o comportamento de um indivíduo significa, em primeiro lugar, o desenvolvimento de métodos de observação e análise que sejam o mais possível objetivos e em seguida a utilização desses métodos para o levantamento de dados confiáveis. A observação e a análise do comportamento podem ocorrer em diferentes níveis - desde complexos padrões de comportamento, como a personalidade, até a simples reação de uma pessoa a um sinal sonoro ou visual. A introspecção é uma forma especial de observação (ver mais abaixo o estruturalismo). A partir daquilo que foi observado o psicólogo procuraexplicar, esclarecer o comportamento. A psicologia parte do princípio de que o comportamento se origina de uma série de fatores distintos: variáveis orgânicas (disposição genética, metabolismo, etc.), disposicionais (temperamento, inteligência, motivação, etc.) e situacionais (influências do meio ambiente, da cultura, dos grupos de que a pessoa faz parte, etc.). Asprevisões em psicologia procuram expressar, com base nas explicações disponíveis, a probabilidade com que um determinado tipo de comportamento ocorrerá ou não. Com base na capacidade dessas explicações de prever o comportamento futuro se determina a também a sua validade. Controlar o comportamento significa aqui a capacidade de influenciá-lo, com base no conhecimento adquirido. Essa é a parte mais prática da psicologia, que se expressa, entre outras áreas, na psicoterapia.3
Para o psicólogo soviético A. R. Luria, um dos fundadores da neuropsicologia, a psicologia do homem deve ocupar-se da análise das formas complexas de representação da realidade, que se constituíram ao longo da história da sociedade e são realizadas pelo cérebro humano, incluindo as formas subjetivas da atividade consciente sem substituí-las pelos estudo dos processos fisiológicos que lhes servem de base nem limitar-se a sua descrição exterior. Segundo esse autor, além de estabelecer as leis da sensação e percepção humana, regulação dos processos de atenção, memorização (tarefa iniciada por Wundt), na análise do pensamento lógico, formação das necessidades complexas e da personalidade, considera esses fenômenos como produto da história social (compartilhando, de certo modo com a proposição da Völkerpsychologie de Wundt (ver mais abaixo "História da Psicologia") e com as proposições de estudo simultâneo dos processos neurofisiológicos e das determinações histórico-culturais, realizadas de modo independente por seu contemporâneo Vigotsky).
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicologia

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Distimia











A distimia é um tipo crônico de depressão no qual a pessoa fica triste regularmente. No entanto, os sintomas não são tão graves quanto os da depressão profunda.


A causa exata da distimia é desconhecida. Normalmente, ela é hereditária. A distimia ocorre com mais frequência em mulheres do que em homens e afeta cerca de 5% da população.
Muitas pessoas com distimia têm um problema médico de longo prazo ou outro transtorno mental, como ansiedade, abuso de álcool ou dependência de drogas. Cerca de metade das pessoas com distimia também terá um episódio de depressão profunda em algum momento de suas vidas.
A distimia em idosos é muitas vezes causada por:
  • Dificuldade de cuidar de si
  • Isolamento
  • Declínio mental
  • Doenças

Exames

Seu médico fará um histórico do seu humor e de outros sintomas de saúde mental. O médico também pode pedir exames de sangue e de urina para excluir causas médicas da depressão.

Sintomas de Distimia

O principal sintoma da distimia é um comportamento depressivo, negativo ou triste na maioria dos dias por, pelo menos, dois anos. Crianças e adolescentes podem se mostrar irritados, em vez de depressivos, por pelo menos um ano.
Além disso, dois ou mais dos seguintes sintomas estarão presentes em quase todas as vezes que a pessoa apresentar distimia:
  • Perda da esperança
  • Pouco ou muito sono
  • Baixa energia ou fadiga
  • Baixa autoestima
  • Perda ou aumento do apetite
  • Pouca concentração
As pessoas com distimia muitas vezes veem a si, o futuro, as outras pessoas ou os eventos da vida de forma negativa ou depressiva. Os problemas em geral parecem mais difíceis de resolver.

Buscando ajuda médica

Marque uma consulta com seu médico se:
  • Você se sentir deprimido ou triste regularmente
  • Seus sintomas estiverem se agravando
Peça ajuda imediatamente se você ou uma pessoa que você conheça desenvolver esses sintomas, que são sinais de risco de suicídio:
  • Doar seus pertences ou falar sobre ir embora e a necessidade de "organizar as coisas"
  • Ter comportamentos autodestrutivos, como autoflagelação
  • Mudar de comportamento de forma repentina, principalmente ficar calmo depois de um período de ansiedade
  • Falar sobre morte ou suicídio ou até expressar o desejo de se ferir
  • Afastar-se dos amigos ou não ter vontade de sair

Tratamento de Distimia

O tratamento da distimia inclui terapia com medicamentos antidepressivos combinada a algum tipo de psicoterapia.
Muitas vezes, os medicamentos não funcionam tão bem para a distimia quanto funcionam para a depressão profunda. Depois de começar a tomar medicamentos, talvez você demore mais tempo para se sentir melhor.
Os seguintes medicamentos são usados para tratar a distimia:
  • Os inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS) são os medicamentos mais usados para a distimia. São eles: fluoxetina (Prozac), sertralina (Zoloft), paroxetina (Paxil), fluvoxamina (Luvox), citalopram (Celexa) e escitalopram (Lexapro).
  • Outros antidepressivos usados para tratar a distimia incluem: inibidores de recaptação da serotonina e norepinefrina (IRSNs), bupropiona (Wellbutrin), antidepressivos tricíclicos e inibidores da monoamina oxidase (IMAO).
As pessoas com distimia costumam ser beneficiadas por algum tipo de psicoterapia. A psicoterapia é um bom momento para conversar sobre sentimentos e pensamentos e, acima de tudo, para aprender maneiras de lidar com eles. Os tipos de psicoterapia incluem:
  • A terapia cognitivocomportamental (TCC) ensina às pessoas deprimidas algumas formas de corrigir pensamentos negativos. As pessoas podem aprender a ter consciência dos sintomas, aprender o que causa o agravamento da depressão e aprender a solucionar problemas.
  • A psicoterapia baseada em hipóteses ou psicodinâmica pode ajudar as pessoas com depressão a entender os fatores psicológicos que podem estar por trás de comportamentos, pensamentos e sentimentos depressivos.
  • Participar de um grupo de apoio formado por pessoas que já tenham passado por problemas como o seu também pode ajudar. Peça uma recomendação ao seu terapeuta ou médico.



Expectativas

A distimia é uma doença crônica que dura muitos anos. Embora algumas pessoas se recuperem completamente, outras continuam tendo alguns sintomas, mesmo com o tratamento.
Embora não sejam tão graves quanto da depressão profunda, os sintomas da distimia podem afetar a capacidade de a pessoa ter uma vida familiar e profissional normal.
A distimia também aumenta o risco de suicídio.

Complicações possíveis

Se não for tratada, a distimia pode se transformar em um episódio depressivo profundo. Isso é conhecido como "depressão dupla".
Fontes: 
  • Institute for Clinical Systems Improvement. Health Care Guidelines: Major Depression in Adults in Primary Care. 11th ed. 2008.
  • Stewart JW. Treating depression with atypical features. J Clin Psychiatry. 2007;68:25-29.
  • http://www.minhavida.com.br/saude/temas/distimia

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Diferença entre Psiquiatra, Psicólogo e Psicanalista



O termo “psi”, bastante utilizado pelas pessoas, muitas vezes pode ser permeado de confusão quanto aos significados, principalmente quando se refere aos profissionais indicados por este termo: psiquiatra, psicólogo ou psicanalista.


O psiquiatra é um profissional da medicina que após ter concluído sua formação, opta pela especialização em psiquiatria. Esta é realizada em 2 ou 3 anos e abrange estudos em neurologia, psicofarmacologia e treinamento específico para diferentes modalidades de atendimento, tendo por objetivo tratar as doenças mentais. Ele é apto a prescrever medicamentos, habilidade não designada ao psicólogo. Em alguns casos, a psicoterapia e o tratamento psiquiátrico devem ser aliados.

O psicólogo tem formação superior em psicologia, ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano. O curso tem duração de 4 anos para o bacharelado e licenciatura e 5 anos para obtenção do título de psicólogo. No decorrer do curso a teoria é complementada por estágios supervisionados que habilitam o psicólogo a realizar psicodiagnóstico, psicoterapia, orientação, entre outras. Pode atuar no campo da psicologia clínica, escolar, social, do trabalho, entre outras.
O profissional pode optar por um curso de formação em uma abordagem teórica, como a gestalt-terapia, a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental.

O psicanalista é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico austríaco Sigmund Freud, que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseada nas associações livres e na transferência. Segundo a instituição formadora, o psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior.


Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola
Fonte:  http://www.brasilescola.com/curiosidades/psiquiatra-psicologo-psicanalista.htm