Mostrando postagens com marcador patriarcado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador patriarcado. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Psicoterapeuta e a causa GLS



Indicações para a busca de um psicoterapeuta sintonizado com a causa GLS
Autor: Paulo Bonanca Psicologo e Sexologo
http://www.paulobonanca.com/

Como uma reação frente ao preconceito social, no meio GLS esta se tornando comum, a prática de buscar um terapeuta sintonizado com as necessidades dos seus membros, sejam elas individuais ou grupais.

A busca de um profissional que aceite e acolha a orientação, a prática sexual e o objeto erótico-afetivo do cidadão (ã), GLS como uma expressão da capacidade afetiva dos seres humanos, ou uma expressão natural dos desejos, é fundamental para que ele não se encontre na difícil situação de ser discriminado por este profissional, ou seja, que reedite em seu trabalho o discurso homofóbico social.

Quando trago o tema da “psicoterapia” ou “terapia para gays”, não estou colocando em discussão a homossexualidade ou bissexualidade como causa de transtornos psicopatológicos, já que independente do objeto de desejo, qualquer pessoa poderá apresentar em um determinado momento de sua vida dificuldades em seus relacionamentos, com sua auto-estima, auto-imagem ou outros problemas emocionais e afetivos.

Nos Estados Unidos a APA (Associação Americana de Psicologia), divulgou uma lista com alguns critérios que devem ser observados pelo publico GLS no momento de buscar apoio psicológico. Devido às diferenças culturais, não sou a favor de nenhum tipo de tradução por mais bem intencionadas que sejam, mas enfim, abaixo seguem alguns itens, use seu próprio critério e assertividade.

Com respeito à figura do terapeuta a associação americana recomenda:

Ø Que o psicólogo respeite e valorize como positivos os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Ø Que o psicólogo seja consciente das dificuldades que os membros do grupo GLS enfrentam devido ao estigma social, a violência física e a homofobia, e que estas dificuldades podem colocar em risco o bem-estar e a saúde mental deles.

Ø Que para o psicólogo, a orientação sexual de tipo homossexual ou bissexual não configura indicadores de enfermidade mental.

Ø Que o psicólogo seja consciente de suas próprias dificuldades, limitações e preconceitos, e que esteja sempre alerta frente à possibilidade de atuar frente ao paciente.

Ø Que a homofobia social é um fator relevante na auto-estima e na autopercepção do paciente, e podem afetar a forma com que ele chega a terapia, assim como o processo terapêutico

Ø Que o conceito de casal e família do psicólogo seja amplo, e não restrito a duas pessoas de sexo oposto.

Ø Que a revelação da orientação sexual pode vir a ter um impacto negativo na relação do individuo com sua família, compreendendo as possíveis dificuldades que podem surgir tanto para o individuo que informa quanto para os familiares.

Como saber se o psicólogo tem as características mencionadas anteriormente?

Em caso de necessitar apoio psicológico e não conhecer um profissional que trabalhe o homoerotismo de modo afirmativo, as ONG’s, revistas e jornais gays podem ser uma valiosa fonte de informação, assim como amigos que estão/estiveram em processo terapêutico também pode ser de boa valia.

Caso não tenha a quem perguntar, utilize os itens mencionados anteriormente, transforme-os em perguntas. Não tenha medo de perguntar, seja franco e honesto com você mesmo e com as suas necessidades e não aceite menos por parte do psicólogo.

Paulo Bonança C.R.P 05-30190
Psicólogo e Sexólogo
Diplomado em Sexualidade Humana pela Universidade Diego Portales- Chile-
Autor da Tese “A AIDS entre os homossexuais; A confissão da soropositividade ao interior da família”.
Membro da SBRASH: Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana
Membro da ABEIS: Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual
Consultório Rio de Janeiro, Copacabana Telefone: (21) 2236-3899, 9783-9766 http://www.paulobonanca.com/
paulopsi2000@yahoo.com.br

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Tamanho do pênis, Patriarcado e Sexualidade



Tamanho do pênis, Patriarcado e Sexualidade

Autor: Paulo Bonanca Psicologo e Sexologo
http://www.paulobonanca.com/


Tamanho do pênis, Patriarcado e Sexualidade

Imagine-se na seguinte situação. Num grupo de amigos alguém pergunta: Para você, tamanho é documento? Se disser não, corre o risco de passar a ser visto como “o caro do pinto pequeno”. (somente quem tem pequeno pensa assim).
Dentro do imaginário social-sexual tamanho é documento sim, e de preferência grande e grosso, para que não paire nenhuma dúvida sobre a masculinidade.
Nossa primeira referencia biológica vinculada ao sexo que pertencemos vem do ter ou não ter pênis, daí talvez venha o medo de se vincular o pênis pequeno ao feminino, ao clitóris, à vagina.
Já na adolescência o tamanho do pênis surgir como referencial para afirmação de identidade, junto à quantidade de relações sexuais podem servir de mecanismo de defesa contra o medo de ser homossexual. As preocupações dos adolescentes são reflexos dos estereótipos machistas e repressivos ainda presentes em nossa sociedade patriarcal, e a equação é simples: pênis grande/ auto-estima alta, pênis pequeno/ auto-estima baixa.
Mas adolescentes não são os únicos a se preocuparem com o tema. Basta visitar os chats de sexo na internet, (salas de bate-papo), a grande maioria se apresenta como “bem dotado”, algo absolutamente dispensável, já que o sexo é virtual. De novo voltamos ao imaginário social-sexual.
Vivemos numa cultura “falocêntrica”, o Viagra é um bom exemplo disto, o sexo penetrativo. Em fim, voltemos a pergunta. Tamanho é documento? A resposta é: absolutamente não, não é documento. O tamanho do pênis não guarda relação com a capacidade de dar e receber prazer. Além disto, a experiência sexual com um outro deve involucrar todo o corpo, todos os sentidos. O maior órgão do corpo humano, a pele, responde eróticamente aos estímulos.

Portanto, centrar-se no tamanho do pênis é desperdiçar a oportunidade de estar com um outro por inteiro.


Paulo Bonança, Psicólogo C.R.P 05- 30190.
Diplomado em Sexualidade Humana pela Universidade Diego Portales- Chile-
Autor da Tese “A AIDS entre os homossexuais; A confissão da soropositividade ao interior da família”.
Membro da Sociedade Brasileira de estudos Sexualidade Humana SBRASH
Consultório Copacabana: Telefone (21) 2236-3899 – 9783-9766
Paulopsi2000@yahoo.com.br
http://www.paulobonanca.com/